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Depoimentos sobre rosistarocha@hot

Homem na Ilha
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Buscamos significados mais profundos, porque nos sentimos responsáveis: por nós, pelo outro, pelo mundo, pela vida. E pela morte?
Pela morte ás vezes também.Ou, ao menos, pelo que fazemos em relação a ela, ou diante dela.
Onde está a nossa essencia? Onde estaremos nós um dia, um dia que pode ser hoje, amanhã, daqui a um mês?
Por não saber a resposta, nos defendemos no cotidiano, no trabalho, na arte, na filosofia, na bebida, na droga, na frivolidade, na ideologia - não importa. Em tudo o que de legítimo ou ilegítimo fazem os, nos ocultamos.
Porém o olho mágico da que fatalmente virá nos espreita, e dificilmente estaremos preparados. Ninguém nem ao menos sabe nos dizer o que é estar preparado para isso - isso que é a um tempo separação e encontro.
A rainha de nossa perplexidade, que torna o presente tão importante, o amor tão urgente, a bondade tão necessária, a ética tão essencial, a arte tão explicável - ela, a majestade morte, deveria nos tornar muito muito melhores do que somos. Muito mais generosos. Muito mais audaciosos. Muito mais abertos para a vida, a alegria, a claridade, em lugar de tão enredados
em nossas intrigas mesquinhas, nossas reclamações cotidianas, nossas vinganças minúsculas.
Porque só com a vida bem vivida, com decência, coragem e doçura , prepara-se alguém, ainda que sem muita habilidade, para isso que chamamos de morte: que nos espreita na cama, no carro, no avião, na calçada, ou na escola invadida por um terrorista alucinado.

Lya Luft

bj
Homem na Ilha
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Todo dia é menos um dia;
menos um dia para ser feliz;
é menos um dia para dar e receber;
é menos um dia para amar e ser amado;
é menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!

Sim, porque calando nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a chance de pensar,
refletir, saber o que falou ou escreveu.

Saber ouvir é um raro dom, reconheçamos.
Mas saber calar, mais raro ainda.
E como humanos estamos sujeitos a errar.
E nosso erro mais primário, é não saber
Ouvir e calar!

Todo dia é menos um dia para dar um sorriso,
Muitas vezes alguém precisa, apenas de um sorriso
para sentir um pouco de felicidade!

Todo dia é menos um dia para dizer:
- Desculpe, eu errei!
Para dizer:
- Perdoe-me por favor, fui injusto!

Todo dia é menos um dia;
Para voltarmos sobre os nossos passos.
De repente descobrimos que estamos muito longe
E já não há mais como encontrar
onde pisamos quando íamos.
Já não conseguiremos distinguir nossos passos
de tantos outros que vieram depois dos nossos.

E se esse dia chega, por mais que voltemos;
estaremos seguindo um caminho, que jamais
nos trará ao ponto de partida.

Por isso use cada dia com sabedoria.
Ouça e cale se não se sentir bem;
Leia e deixe de lado, outra hora você vai conseguir
interpretar melhor e saber o que quis ser dito.

(Carlos Drumonnd de Andrade)
Homem na Ilha
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A amizade é uma das formas mais bonitas de amor. Sim, porque o amor se divide em várias formas.
Há amigos que a gente encontra pela primeira vez e entram como uma flecha, diretamente no nosso coração. Dizemos imediatamente que "nosso sangue combina com o de fulano."
Outros, ah, esses precisam de um tempo; precisamos conhecê-los bem para que consigam conquistar um cantinho, que geralmente se torna muito importante com o tempo; esses amigos são muitas vezes carregados de defeitos, pelo menos no nosso julgamento, e nem todo mundo está disposto a se abrir o suficiente para conhecê-los, porque muitas vezes "o sangue não combina" e não queremos mesmo dar oportunidade. Isso é uma pena! Há realmente pérolas escondidas dentro de conchas aparentemente feias. Nem sempre é assim, mas se a gente não der a oportunidade, nunca vai saber.
Há ainda aqueles que a vida nos impôs, como os colegas de escola, a turma da rua ou da igreja; esses fazem parte da n ossa vida por um tempo. Alguns a gente perde de vista com o tempo e só fica mesmo a lembrança e a saudade. Outros, continuam caminhando com a gente. Tudo depende muito das circunstâncias. Mas quem não gostaria, vinte ou trinta anos depois, de reencontrar uma velha turma? !
E há hoje em dia os virtuais. Engraçado, mas falamos dos virtuais como se não fôssemos. Mas somos também, já que uma moeda sempre tem dois lados. E esses tomam uma parte importante na nossa vida também. Alguns vão desaparecer com o tempo, mas outros, os verdadeiros, vão ficar enfeitando nossa vida por longo tempo.
É... mas com tudo isso, uma coisa é certa: só vamos saber quem são nossos verdadeiros amigos nas horas difíceis. É fácil ser amigo quando tudo vai bem, quando tudo é festa; mas quando estamos por baixo, depressivos, tristes, precisando, que seja material ou moralmente, aí sim é que vamos conhecer nossos verdadeiros amigos.
E quando os reconhecemos, devemos gu ardá-los bem apertadinhos junto de nós, porque são esses os Anjos que o Senhor utiliza para abençoar a nossa vida!
Letícia Thompson

bj
Homem na Ilha
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Coma os Morangos

Vou escrever rude e direto. Há ocasiões em que não há tempo para delicadezas e rodeios.Você acha que sua vida é uma droga, que ela não é nada daquilo com que você sonhou.Deixe suas queixas para quando houver real razões para elas; não estou fazendo o jogo do contente da Polianna e nem usando o argumento "muita gente está pior do que você".
O jogo do contente é um jogo de mentiras e o jogo do "muita gente está pior do que você" não consola.A desgraça do outro não é razão para eu estar feliz. Estou simplesmente tentando chamar você à razão.
Não é a sua vida que vai mal. É a sua alma.Da tradição Zen vem esta história que eu quero lhe contar: "Um homem estava numa floresta escura. De repente ouviu um rugido terrível. Era um tigre. Aterrorizado, ele se pôs a correr, mas caiu num precipício. No desespero da queda ag arrou-se num galho e ali ficou. Foi então que, olhand o para a parede do precipício, viu um pé de morango. E nele, um morango, gordo e vermelho. Estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu deliciosamente". E assim termina a história.
Pode ser mais tarde do que você imagina. Não perca os momentos bons que a vida está lhe oferecendo, mesmo quando você se encontra em desespero.
Pode chegar um momento em que você tenha que dizer: "Que pena que não comi com alegria o morango".
Mas aí será tarde.
Lembre-se: o passado já foi. Não há como lamentar.
O futuro ainda não chegou. Só não tenha o que lamentar quando ele chegar.
A única coisa que temos é o momento presente. Portanto, não perca os momentos bons.

Rubem Alves


**Comer os morangos é abrir-se a novas possibilidades é degustar o q. alegra a alma,é "estender a mão", ter coragem de arriscar-se e viver em meio aos abismos da vida, pendurado em um galho de esperança...
desgute os morangos.**

bj
Homem na Ilha
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Pedir um abraço, cobrar um beijo e exigir carinho não combinam com o amor. A cobrança aniquila com a possibilidade de oferecer e de receber o afeto. Como beijar depois de escutar "não me dás mais beijo"? Como transar depois de ouvir "não transas mais comigo"? O que é voluntário vai parecer obrigatório, o que é escolha vai parecer induzido, o que é vontade vai parecer condicionamento. Por que transformar a convivência em coleta de impostos? Será que não se está levando o trabalho para casa, a empresa para a casa, o demônio do cartão-ponto para dentro da carne? Qual é o prazer de pressionar, de impor resultados e regras, de controlar o que é para ser incontrolável? Por que difamar a única verdade que se tem?

É fácil perguntar, difícil é ouvir a resposta sem se mexer, até o final. É fácil atacar para aumentar a culpa, difícil é compreender sem defesas. Cobrar afeto é pior do que agredir fisicamente. Incha mais do que um tapa na cara. É cortar as palavras mais do que os lábios. Assume-se a condição de credor, como se o amor fosse uma dívida. Assume-se uma posição superior em relação ao cobrado. Uma posição hierárquica, de chefe reivindicando o cumprimento dos prazos. Não se cobra o que é espontâneo. Entra-se no solo movediço e insano do recalque. O recalque é uma carência que não conversa mais. É uma carência arrogante, cleptomaníaca, que furta do amor para gastar com a solidão.

Não estou me referindo ao ciúme. A cobrança por afeto não decorre do ciúme, da insegurança, mas se origina no excesso de segurança que beira o autoritarismo. Representa a posse, a mania totalitária de não permitir as imperfeições e desejos contrários. Ah, se a pessoa com quem amamos não está a fim de um beijo ela não me ama mais! Que exagero infantil. Toda hora se deseja ouvir 'eu te amo" como se o amor fosse chiclete para ocupar a boca. Talvez seja mais linguagem de sinais. Depende de reciprocidade, de atmosfera, do outro estar com a cabeça leve e descomplicada para fluir. Não depende só da gente. Nem sempre se está disposto a viver em voz alta. Há períodos destinados a sussurros e cochichos.

Não se pode amar por caridade ou por orgulho, senão cobraremos. Assim como é necessário diferenciar a expectativa do amor, a euforia da alegria, a depressão da dor, pois são sentimentos bem diferentes.

Deve-se tomar cuidado para que não seja criado dentro alguém que não existe fora. Ou criar fora alguém que não existe dentro. O amor não é versão de Windows que é atualizado a cada ano para girar mais rápido. O amor é lento mesmo.

Fabrício Carpinejar

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